www.catanduvaemdia.com Domingo, 9 de dezembro de 2.001
Ciência e Religião

Mário Eugênio Saturno

Pesquisador Tecnologista do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), Pesquisador convidado da NASA (National Aeronautics and Space Administration), Professor da FAFICA, coordenador diocesano das Congregações Marianas.
Email: saturno@dea.inpe.br.

As Forças INCULTAS de Catanduva não mandam nesse jornal,
aqui você lê Saturno SEM CENSURA.

Boxers - Parte 2, o ataque final


Richard Farinazzo Casal, Mário Eugênio Saturno, Arthur Godoy Júnior e Fred Salles

    Vocês já tinham visto os três primeiros, e o comentário também vale para o Fred, todos têm cara de saco de pancada, porém jogam sujo, colocam ferraduras nas luvas de box e batem abaixo da cintura (dependendo de quem, acima e pisam no pezinho). Vocês acompanharam o assalto disputadíssimo por Richard e os diabethes. E, agora, é a vez do assalto disputado por Fred que atingirá o fígado da campanha regional. Esperem e vejam!


A caneta do Sahão

    Ao contar as peripécias dos Sahão, Beth e Félix, não contei o mais importante e fui cobrado por alunos, funcionários e professores, assim terei que contar. De princípio, considerava que era mera perseguição do Arthur Godoy (primo do Juju?) que sempre citava a tal caneta Mont Blanc que o Félix mostrava para distinguir-se dos simples mortais.

    Pois é! Não era cisma do Arthur não. Eu, os alunos, seus parentes, os funcionários e professores, boquiabertos, testemunhamos o ex-professor e, agora, prefeito, empunhar sua canetinha e utilizá-la como exemplo em algum argumento bobo! Como ninguém deu bola, ou melhor, os alunos caíram na risada, o Félix guardou sua conetinha e prometeu terminar o campus da FAFICA. Pena que o governo não vai liberar o dinheiro por causa da irmãzinha Beth que fala muito mal do PSDB por todo lado. Campus? Só depois das eleições...


Chega de NASA

    Até eu cansei! Só não se pode falar da NASA em um certo gabinete político... Os curiosos que não viram ainda meu trabalho na NASA poderão ver clicando aqui. Já a grande reportagem na contracapa do jornal Diário da Região e o convite que a NASA fez-me pode ser visto clicando aqui.


A esperança está na imprensa

   
    O ser humano é social por natureza, agrupa-se por instinto e, óbvio, por necessidade. Sozinhos, somos muito frágeis, vítimas dos caprichos do clima, das doenças e de animais muito mais fortes. A inteligência que caracteriza o ser humano de nada vale se não estiver acompanhada do grupo que a utiliza.
    Para ser sociável, houve a necessidade de desenvolver-se formas de comunicação, desde a gestual dos primeiros hominídeos até a falada e escrita do homem moderno. A evolução da comunicação foi seguida de grandes desenvolvimentos social e tecnológico. E, hoje, vivemos uma vida de segurança. Bem! Digamos, maior segurança, já que a vida selvagem ainda é muito pior. Afinal, temos o envelhecimento da população para mostrar isso.
    Enquanto que nas ciências a formação é essencial para o desenvolvimento e progresso de nossa sociedade tecnológica, a informação é a base da cidadania. E se o cidadão não tem controle da sociedade, de nada vale todo o desenvolvimento porque as injustiças sociais corroerão as estruturas que mantêm coeso o grupo humano. O próprio Cristo ensinou os apóstolos a divulgar a sua boa notícia, o amor, a união das pessoas.
    Assim, para uma sociedade grande é preciso, antes, uma imprensa gigante. Uma imprensa que mostre o que é bom e o que é ruim, que conscientize o leitor cidadão do que acontece a seu redor e que tenha os elementos para revolucionar a sociedade.
    Se Catanduva não atingiu o ápice do seu potencial, é porque ainda não teve um órgão de imprensa adequado, independente, livre e tocado por gente que ama a profissão. Mas agora surge um novo jornal, O Correio de Catanduva e Região, fundado por gente, Adriana Baratto e José Mário de Moraes, que, cansado de imprensa mole e “chapa branca”, resolveu vestir a camisa e trabalhar sério.
    Assim, Catanduva pode ter esperança novamente. E o catanduvense deve aproveitar a oportunidade de encontrar pessoas com esse espírito e dar seu voto de confiança a essas pessoas e, mais ainda, participar, lendo, sugerindo e cobrando atitudes que tornem este jornal não o melhor da cidade mas o melhor da Região.


    É preciso que muitos leitores se preparem para avaliar se o jornal está bom ou não. Para isso servem os manuais de redação dos jornais Folha de São Paulo e Estado de São Paulo. Lá veremos, por exemplo, que o repórter deve sempre ouvir o outro lado pois todo fato comporta mais de uma versão. Deve registrar sempre todas as versões para que o leitor tire suas conclusões.
    E, ainda, quando uma informação for ofensiva a uma pessoa ou a uma entidade, o repórter deve ouvir o outro lado e publicar as duas versões com destaque proporcional. Se a versão ofensiva aparece em título, publicar a do outro lado também em título ou pelo menos em linha-fina. A resposta a uma acusação, crítica ou opinião divergente jamais deve ser ocultada no final de um texto ou omitida.
    Se não for possível ouvir o outro lado no mesmo dia, o texto deve ser submetido à Direção de Redação que decidirá sobre a publicação. Quanto mais específica puder ser a explicação, melhor. Quando decidir publicar um texto sem ouvir o outro lado, a Folha recomenda que deve tentar ouvi-lo no dia seguinte.
    Sobre desmentido, a Folha obriga-se a publicar contestação de informação por ela veiculada. Quando está segura de que sua versão é correta, o jornal não se refere a ela como desmentido e sim como contestação ou negação
    Para o Estado, o jornalista funciona como intermediário entre o fato ou fonte de informação e o leitor. Não deve se limitar a transpor para o papel as declarações do entrevistado, o Estado recomenda abandonar a cômoda prática de apenas transcrever.
    E por aí vai, mas já é o suficiente para que você pense sobre os jornais que “povoaram” nossa região e o que se pode fazer para ter uma imprensa que incomode os maus e acomodados políticos e faça trabalhar com prazer os que já cumprem seu papel. Em suma, que seja o sal da terra e a luz do mundo! (Mateus 5, 13-14).


    Publicado no jornal "O Correio de Catanduva e Região" de 06/12/2001.

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