|
Em 03 de agosto de 1961, o Presidente Jânio Quadros assinava um decreto criando o Grupo de Organização da Comissão Nacional de Atividades Espaciais (conhecida como CNAE), subordinado ao Conselho Nacional de Pesquisas (CNPq), e que mais tarde deu origem ao Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE).
Foi uma resposta à vontade de alguns brasileiros de fazer com que o País participasse da conquista do espaço iniciado nos anos 50. O Brasil começou a trilhar este caminho ao mesmo tempo em que as nações desenvolvidas lançavam os primeiros satélites artificiais da Terra.
O programa de pesquisa executado nos laboratórios da CNAE, instalada em São José dos Campos - SP, onde hoje se encontra a sede principal do INPE, era o estudo das ciências espaciais e atmosféricas, incluindo o uso de foguetes lançados a partir da base da Barreira do Inferno, em Natal – RN.
No dia 22 de abril de 1971, mediante a extinção da CNAE, foi criado oficialmente, o Instituto de Pesquisas Espaciais (INPE), subordinado diretamente ao CNPq.
Ao longo do tempo, foi incorporada a utilização de satélites meteorológicos, de comunicação e de observação da Terra, de acordo com as reais necessidades brasileiras. Com isto, foram implantados os projetos MESA, para recepção e interpretação de imagens de satélites meteorológicos, SERE, para utilização das técnicas de sensoriamento remoto por satélites e aeronaves para levantamento de recursos terrestres, e SACI, para aplicação de um satélite de comunicações geoestacionário para ampliar o sistema educacional do País.
No final da década de 70, o Governo Federal criou a Missão Espacial Completa Brasileira (MECB). O Instituto acrescentou à sua vocação o desenvolvimento da tecnologia espacial compatível com a experiência adquirida, durante duas décadas, na utilização de satélites estrangeiros.
Um país continental como o Brasil, de imensas áreas pouco conhecidas e praticamente inabitadas, tem que desenvolver tecnologia espacial própria voltada a sua realidade e que leve à integração e ao conhecimento do seu território.
|
No dia 15 de março de 1985 , foi criado o Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), passando o INPE a integrá-lo na qualidade de órgão autônomo da Administração Direta, o que lhe conferiu maior autonomia administrativa e financeira.
Durante a década de 80, o INPE implantou e passou a desenvolver programas que são hoje prioritários como: a Missão Espacial Completa Brasileira (MECB), o Satélite Sino-Brasileiro de Recursos Terrestres (CBERS), o Programa Amazônia (AMZ) e o Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC).
Nesse período, também, implantou o seu Laboratório de Integração e Testes (LIT), o único do Hemisfério Sul que desenvolve atividades altamente especializadas e fundamentais ao sucesso do Programa Espacial Brasileiro.
A década de 90 foi marcada pelos primeiros resultados da MECB. Em 1993, foi colocado em órbita o primeiro satélite brasileiro, o SCD-1, demonstrando a capacidade brasileira no desenvolvimento e operação de sistemas espaciais. Em 1998, o SCD-2 foi também lançado com sucesso, operando com melhor desempenho do que o primeiro devido às inovações tecnológicas.
O CBERS-1, Satélite Sino-brasileiro de recursos terrestres fruto da cooperação entre os governos Brasileiro e Chinês foi lançado pelo foguete chinês Longa Marcha - 4 da base de Taiyuan em 14 de outubro de 1999.
O reconhecimento da capacidade do INPE no desenvolvimento de tecnologia espacial e também de aplicações, reflete-se na participação brasileira na construção da Estação Espacial Internacional (ISS), o maior empreendimento do mundo no setor, reunindo 16 países.
Atualmente o INPE, apesar das dificuldades, em especial a falta de pesquisadores, desenvolve atividades que demonstram que a utilização da ciência e da tecnologia espacial, pode influir na qualidade de vida da população brasileira e no desenvolvimento do País.
|