www.catanduvaemdia.com Domingo, 05 de agosto de 2.001
Ciência e Religião

Mário Eugênio Saturno

Pesquisador Tecnologista do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), Professor da FAFICA, coordenador diocesano das Congregações Marianas.
Email: saturno@dea.inpe.br.

As Forças INCULTAS de Catanduva não mandam nesse jornal,
aqui você lê Saturno SEM CENSURA.

O poder do email

    O mundo da voltas! Tenho uma lista de petistas e simpatizantes, políticos, muitas ONG e jornalistas de todo o Brasil, mais de 5.000. Usava a lista para promover os bons fatos de Catanduva. Curiosamente está sendo utilizada para mostrar os desmandos e deterioração desse desgoverno que se tornou menos petista e mais personalista. Tenho assustado muita gente.

    Outro fato curioso é a explosão de leitores que estamos assistindo no site cada vez que uma denúncia é distribuída via email. Diz Cristo que quem quer fazer guerra deve avaliar bem o poder do inimigo (Lucas 14,31), pois em Catanduva tem gente que ouve os bajuladores e transforma em inimigos quem se parece com "D. Quixote" mas tem se revelado um verdadeiro "Davi"; eu conheço três que valem muito mais que certa oposição desorganizada.

    Tenha em mente uma coisa: se você não participar de nada adiante este ou qualquer outro site! Leia, divulgue, opine! Grato por estar presente.

    Se você gostou deste site, avise os amigos e comunique-nos no que podemos melhorar, queremos melhorar nossa comunidade, participe de alguma forma. Grato!

    Convido-o a ler mais um artigo, abaixo da foto.



Diretamente de minha sala no INPE

   

    Andei bastante ocupado, como já expliquei em outra oportunidade, fui promovido para o Grupo de Sistemas Espaciais (Gerência) do INPE e estou trabalhando na especificação do computador de bordo do Satélite de Sensoriamento Remoto, que será o maior, mais complexo e mais caro satélite feito pelo Brasil. Com este satélite teremos um grande salto na qualidade de imagens por satélite e estudos climáticos e ecológicos (Amazônia). Porém, hoje, vamos voltar a ativa. Os curiosos que não viram ainda meu trabalho na NASA poderão ver lá em baixo.


Os 40 anos do INPE

   
    Em 03 de agosto de 1961, o Presidente Jânio Quadros assinava um decreto criando o Grupo de Organização da Comissão Nacional de Atividades Espaciais (conhecida como CNAE), subordinado ao Conselho Nacional de Pesquisas (CNPq), e que mais tarde deu origem ao Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE).
    Foi uma resposta à vontade de alguns brasileiros de fazer com que o País participasse da conquista do espaço iniciado nos anos 50. O Brasil começou a trilhar este caminho ao mesmo tempo em que as nações desenvolvidas lançavam os primeiros satélites artificiais da Terra.
    O programa de pesquisa executado nos laboratórios da CNAE, instalada em São José dos Campos - SP, onde hoje se encontra a sede principal do INPE, era o estudo das ciências espaciais e atmosféricas, incluindo o uso de foguetes lançados a partir da base da Barreira do Inferno, em Natal – RN.
    No dia 22 de abril de 1971, mediante a extinção da CNAE, foi criado oficialmente, o Instituto de Pesquisas Espaciais (INPE), subordinado diretamente ao CNPq.
    Ao longo do tempo, foi incorporada a utilização de satélites meteorológicos, de comunicação e de observação da Terra, de acordo com as reais necessidades brasileiras. Com isto, foram implantados os projetos MESA, para recepção e interpretação de imagens de satélites meteorológicos, SERE, para utilização das técnicas de sensoriamento remoto por satélites e aeronaves para levantamento de recursos terrestres, e SACI, para aplicação de um satélite de comunicações geoestacionário para ampliar o sistema educacional do País.
    No final da década de 70, o Governo Federal criou a Missão Espacial Completa Brasileira (MECB). O Instituto acrescentou à sua vocação o desenvolvimento da tecnologia espacial compatível com a experiência adquirida, durante duas décadas, na utilização de satélites estrangeiros.
    Um país continental como o Brasil, de imensas áreas pouco conhecidas e praticamente inabitadas, tem que desenvolver tecnologia espacial própria voltada a sua realidade e que leve à integração e ao conhecimento do seu território.


    No dia 15 de março de 1985 , foi criado o Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), passando o INPE a integrá-lo na qualidade de órgão autônomo da Administração Direta, o que lhe conferiu maior autonomia administrativa e financeira.
    Durante a década de 80, o INPE implantou e passou a desenvolver programas que são hoje prioritários como: a Missão Espacial Completa Brasileira (MECB), o Satélite Sino-Brasileiro de Recursos Terrestres (CBERS), o Programa Amazônia (AMZ) e o Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC).
    Nesse período, também, implantou o seu Laboratório de Integração e Testes (LIT), o único do Hemisfério Sul que desenvolve atividades altamente especializadas e fundamentais ao sucesso do Programa Espacial Brasileiro.
    A década de 90 foi marcada pelos primeiros resultados da MECB. Em 1993, foi colocado em órbita o primeiro satélite brasileiro, o SCD-1, demonstrando a capacidade brasileira no desenvolvimento e operação de sistemas espaciais. Em 1998, o SCD-2 foi também lançado com sucesso, operando com melhor desempenho do que o primeiro devido às inovações tecnológicas.
    O CBERS-1, Satélite Sino-brasileiro de recursos terrestres fruto da cooperação entre os governos Brasileiro e Chinês foi lançado pelo foguete chinês Longa Marcha - 4 da base de Taiyuan em 14 de outubro de 1999.
    O reconhecimento da capacidade do INPE no desenvolvimento de tecnologia espacial e também de aplicações, reflete-se na participação brasileira na construção da Estação Espacial Internacional (ISS), o maior empreendimento do mundo no setor, reunindo 16 países.
    Atualmente o INPE, apesar das dificuldades, em especial a falta de pesquisadores, desenvolve atividades que demonstram que a utilização da ciência e da tecnologia espacial, pode influir na qualidade de vida da população brasileira e no desenvolvimento do País.

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