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Ola, mantemos neste semana o mesmo Diário de Bordo, devido ao número crescente de interessados em ver o projeto Aqua e também porque o provedor esteve fora do ar todo o fim de semana.
Aproveito a oportunidade para agradecer todos os que me tem incentivado, especialmente meus alunos, e a quem divulgou com simpatia minha missão para a NASA: Gisele Faganello Lahoz, Vânia Afonso, Denise Cursino Braz e, especialmente ao Sidemar Castro (legalcat), Arthur Godoy Jr, que cobriu toda a minha ida (ao chato do Arlindo também), e a Renata Massafera que me tornou capa do maior jornal do país fora de capitais (quem quiser ver uma digitação do jornal clique aqui e espere porque tem 600k), se esqueci de alguém, entre em contato que tenho lido pouco os jornais de Catanduva.
Aos que me desejaram ir para NASA para comprovar minha competência, espero que a divulguem com a mesma ênfase que me criticaram, porque se eu for escolhido um dos três astronautas civis do Brasil, eu vou meter a boca em vocês...
Quem gostou das fotos e quer ver de outras missões do Brasil é só cliclar nos artigos anteriores lá embaixo que tem mais.
Galeria de fotos Diário de Bordo
Quando se descobre algo bom, não se consegue explicar com palavras e traduzir o sentimento. Baseado na experiência de minha viagem anterior, não farei uma apologia à Califórnia somente com palavras, mas tentarei mostrar algumas imagens que possam ilustrar o que precisamos melhorar no Brasil.
Este é o carro que aluguei ao chegar no Aeroporto Internacional de Los Angeles, é um Dodge, um doginho que, pode não parecer, mas é o mais barato. É um carro compacto, deve custar em torno de US$ 8.000,00, tem câmbio automático, direção hidráulica, ar condicionado frio e quente e outras "frescurites".
Esta é a Igreja de São José onde frequentei a Missa
As missas são rezadas em espanhol e inglês. Um fato curioso é que os fiéis bebem o vinho do cálice do padre. Não me pareceu um hábito muito saudável, mas como quem entra na chuva é para se molhar...
Esta é a TRW onde o Satélite AQUA está sendo testado
Este é o prédio M2 da TRW onde fica o escritório do INPE e dos respónsáveis pelos outros instrumentos.
Olha eu aí fazendo pose no escritório do INPE.
Este é o HSB, instrumento que o Brasil forneceu para o satélite AQUA, a um custo de US$ 12 milhões
Este é o satélite AQUA, de US$ 1 bilhão (dá para imaginar?). Não, não dá! Ficar ao lado dele é indescritível, sorry! Nesta fase de testes, o satélite fica na TRW. Depois segue para a Base da Aeronáutica Vanderberg, próximo a Santa Barbara, onde será montado em um foguete Delta.
Esta é a equipe que tem acompanhado o HSB desde o início, Vicente Damasceno e Ivan Tosetto
O pessoal da TRW tem bom senso de humor. Ao tirar a foto para o crachá, o funcionário coloca sobre a máquina fotográfica um bug (grilo) sorridente, é impossível ficar sério. As normas de segurança são muito rígidas. Meu crachá magnético só abre a porta do prédio onde fica o nosso escritório (do INPE) e mesmo assim, para entrar no escritório, após caminhar por corredores (parece um labirinto) temos que digitar senha na porta, igual nos filmes. E para entrar na sala de controle, próximo ao satélite, somente escoltado por um segurança armado. Fotos, nem pensar.
Este é um restaurante brasileiro. Como sempre, comer não é problema para mim. Temos muita variedade de comida, porém evitei as muito exóticas, tinho muito pouco tempo e não quiz arriscar a ficar doente.
Apesar das dificuldades o mais dificil foi concluido.
Na segunda-feira, instalamos o sistema e, claro, não funcionou.
Como não havia um manual de como configurar a rede, tivemos
problemas para estabelecer qual a configuração correta.
Na terça-feira, chamaram o expert da rede, Scott Gobe, que nos
orientou a configurar a rede da TRW. Porém o software não
funcionou, claro! Não tinha idéia da solução mas já tinha idéia do
problema, até dormi tranqüilo à noite.
Como a Spec não informava como funcionava a comunicação e o
que foi informado não estava correto, verifiquei como deveria
funcionar e implementei.
Na quarta-feira, executamos o programa durante alguns momentos
que disponibilizavam o equipamento (SDDU) para nós. O software
começou a funcionar bem (ufa!).
Utilizamos o laptop com o software no teste real do satélite
simulando falhas (SCIF) que fizeram.
Algumas melhorias foram solicitadas (sempre que vêem o que se
pode fazer querem mais), parte corrigidas aqui e outras serão no
Brasil.
Sucesso é assim: chance e preparo.
Família é assim mesmo, ainda bem.
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