|
Você envia os seus filhos para os parques achando que eles estão seguros, certo?
Pois é, prepare-se para sofrer uma grande decepção e começar a preocupar-se. Nos Estados Unidos da América, onde se supõe ser e existir o que há de melhor em tecnologia, os parques infantis (playground) receberam uma avaliação mediana quanto a segurança.
Por lá foi criado o Grupo Nacional para a Segurança dos Playground, para mudar o enfoque do projeto dos parques que, hoje, preocupam-se com a beleza, com os brinquedos.
E os norte-americanos levam a sério isso, bem como qualquer povo civilizado, porque lá cerca de quinze crianças morrem por ano e outras duzentas mil vão parar nos pronto-socorros por ferimentos provocados em playground.
E, de acordo com a Academia Americana dos Pediatras, cerca de 60% dos acidentes são causados por quedas. Por isso, a tendência dos peritos em segurança em acolchoar tudo o que puderem. Assim, usam areia, serragem, cascalho fino, esteira de borracha e outros materiais que possam amortecer os tombos.
Uma pesquisa mostrou que 78% dos playgrounds dos EUA têm as superfícies adequadas, porém 47% não apresentam a profundidade apropriada para amortecer os tombos das crianças.
Contudo, a segurança não se resume ao amortecimento de quedas, inclui manutenção dos brinquedos, idade apropriada e supervisão de adultos. Assim, placas indicando a idade de crianças para o brinquedo, as regras, etc, estão ausentes em quase todos os parques.
Os brinquedos têm que ser, acima de tudo, muito interessantes, desafiadores, do contrário, as crianças descobrirão um meio de utilizar o brinquedo de uma forma que o projetista nunca imaginou e, em geral, um meio mais perigoso. As crianças são atraídas pelo risco, por isso todo cuidado é pouco.
Nem por isso deve-se deixar de levar a criança ao playground. Ou justificar a sua ausência no lazer de seus filhos. Cuidar dos filhos é mais difícil que parece, não? Criticar os pais era fácil, né? Fazer filhos também...
|
Mas não desanime, pois ir ao parquinho é melhor do que ficar em casa, a criança aprende como cooperar, como interagir com outras crianças, como participar de um grupo, como se virar sem os pais, como seguir regras em jogos. É o local para socializar uma criança.
A história dos playground é interessante, começaram modestamente como um banco de areia que tinha finalidade de oferecer às crianças um local para brincar e ficar longe das ruas. O primeiro registro histórico disso ocorreu em Boston, em 1886. Já em 1905, 35 cidades tinham criados os playground públicos. Foram acrescentados aos bancos de areia, aparelhos para escalar, depois cordas e balanços, então, escorregadores. A partir de 1950, os brinquedos começaram a exercitar também a mente das crianças, espaçonaves, escorregadores com forma de elefantes, etc. Até chegar ao que vemos hoje.
Bem, em alguns lugares, certo?
E isso tudo não isenta os pais de seguir algumas regras de segurança. A primeira regra é verificar os brinquedos antes que as crianças brinquem. Um item que merece atenção são os ganchos dos balanços, se um cartão bancário passar na junção, há perigo em lesar a criança. A grama não é um local seguro, prefira pó de serra, borracha e assemelhados. Um grande perigo encontra-se nos espaços entre barras, portas, elas podem ser grandes o suficiente para prender a cabeça da criança, estrangulando-a. Mama mia! Os cuidados com a criança não se encerram com alimentação, educação e lazer. Bem mais do que levar as crianças aos parquinhos para ter momentos de paz e alegria, é preciso que elas tenham um ambiente propício dentro de casa. Há casais que derrubam a carranca e mostram alegria entre quatro paredes, longe dos olhares infantis. A impressão que fica é a de pais que não se amam.
Ninguém é imutável. O tempo, em geral, piora as pessoas, porém não precisa ser regra, é preciso policiar-se para não deixar morrer a troca de olhares carinhosos, a simpatia, a atração, o sorriso, a alegria, o sonho, o desejo de construir, família e sociedade. Ser melhor é possível!
|