www.catanduvaemdia.com domingo, 21 de outubro de de 2.004
Ciência

Mário Eugênio Saturno

Pesquisador Tecnologista Sênior do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), Professor do Instituto Muncipal de Ensino Superior de Catanduva (fafica.br), Congregado Mariano.
Email: mariosaturno@uol.com.br.

As Forças INCULTAS de Catanduva não mandam nesse jornal,
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Eu na NASA, veja o convite, As fotos e a viagem. Publicado no MCT. Parabéns de Rio Preto.
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Meus Papers.

A urna eletrônica

    A urna eletrônica fez do Brasil um modelo de como é possível e melhor fazer uma eleição informatizada. E esse sucesso foi desenvolvido no INPE, Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, em São José dos Campos por iniciativa do TSE (Tribunal Superior Eleitoral).
    Em dezembro de 1993, o ministro Carlos Veloso solicitou ao INPE um plano para informatizar a Justiça Eleitoral Brasileira. Isso incluiu a informatização do TSE, bem como dos 27 TRE (Tribunais Regionais Eleitorais) do Brasil.
    A urna eletrônica foi uma proposta pela equipe do INPE como parte do processo de modernização do TSE. O projeto do voto eletrônico foi desenvolvido pelos pesquisadores Paulo Nakaya, Mauro Hashioka, Antônio Ésio Salgado e Miguel Carreteiro.
    O projeto foi, então, aprovado pelo TSE e enviado para a indústria brasileira que fabricou o equipamento. O primeiro uso da urna aconteceu nas eleições municipais de 1996, quando apenas os municípios com mais de 200 mil eleitores utilizaram-se da urna eletrônica. Em 1998, no processo de ampliação da votação eletrônica, o critério de eleitorado foi alterado, alcançando todos os municípios com mais de 40.500 eleitores.
    A partir de então se ampliou até que nestas eleições mostrou-se a melhor e mais rápida eleição já realizada no Brasil.
    Enquanto o equipamento ganhava a experiência de campo, a equipe do TSE ganhava conhecimentos em organização da eleição. A infra-estrutura necessária para se realizar a eleição é tão ou mais importante que a própria urna eletrônica. E organização não é algo tão visível quanto a urna.
    As urnas eletrônicas estão seguras contra hackers já que não são conectadas em linha telefônica nem em rede de computadores. É também segura contra fraudes pois são preparadas com cerca de uma semana de antecedência quando todas as informações constantes no meio de armazenamento interno são apagadas e então carregadas as informações para a eleição, as tabelas de candidatos, municípios, zonas e dados dos eleitores de cada seção.
    Todas as informações da urna são identificadas por assinaturas digitais, garantindo a integridade e a inviolabilidade. O conjunto formado por todas as informações gravadas recebe também uma assinatura digital para assegurar a integridade deste conjunto. Então, a urna recebe um lacre físico
    A urna assim preparada só realizará todas as operações no dia e hora pré-determinados. Se for ligada antes do dia da eleição, só aparecerá uma mensagem para aguardar o dia e hora do início da eleição.
    Apesar de todas as garantias, a urna eletrônica ainda desconfiança, afinal, sua única fragilidade está no ser humano que programa ou que detém a senha da máquina. Talvez por isso as urnas devessem voltar a imprimir o voto e mostrar ao eleitor antes de ser jogada no saco.
    De qualquer modo não deixa de ser uma das melhores contribuições do INPE para a nossa nação continental que soube aproveitar o conhecimento do muito alto e rápido em um problema tão importante como a escolha do comando do país.