www.catanduvaemdia.com domingo, 25 de abril de de 2.004
Ciência

Mário Eugênio Saturno

Pesquisador Tecnologista Sênior do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), Professor do Instituto Muncipal de Ensino Superior de Catanduva (fafica.br), Congregado Mariano.
Email: mariosaturno@uol.com.br.

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Eu na NASA, veja o convite, As fotos e a viagem. Publicado no MCT. Parabéns de Rio Preto.
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Ciência e Religião unidos na salvação

    O ser humano não voa, não é veloz, não tem veneno nas presas e domina o planeta graças à inteligência expressa na capacidade de fabricar e utilizar ferramentas. Desde que aprendeu a dominar o fogo, as habilidades humanas tornaram-se malígnas ou benígnas para a Terra de acordo com quem usa.
    Tivemos um número grande de seres humanos que saíram da Terra, sendo que doze andaram em outro corpo espacial, a Lua. Somos quase seis bilhões e crescemos rapidamente. O nosso desenvolvimento está destruindo o planeta, florestas, rios, mares, atmosfera. Os culpados: industriais ávidos de lucros fáceis e políticos corruptos e sem visão futura. Obviamente, não devemos esquecer dos cientistas que nos trouxeram esse desenvolvimento arrasador e das religiões judaico-cristã que introduziram (Gênesis) a idéia de dominar a natureza (tal visão não existe no hindu-budismo ou nos índios).
    Os métodos e a ética da ciência e da religião são diferentes. As religiões se baseiam em fé, inspiração e revelação (e haja profetas), não há provas, a ciência baseia-se na pesquisa, nas hipóteses, teorias e provas. Religião e ciência viveram em conflito prejudicial a ambas. Hoje, a maioria das religiões aceita que a Terra gira em torno do sol e que ela tem 4,5 bilhões de anos, aceita a teoria da evolução, etc. O papa João Paulo II declarou que a ciência tem o dom de purgar a religião do erro e da superstição e que ambas podem conduzir a um mundo melhor.
    Assim, desde 1988 religiosos e cientistas promovem encontros para promover essa união e defesa do bem comum, a Terra. E os dados são alarmante: na aldeia global 65% das famílias são analfabetas, 90% não fala inglês, 7% possuem 60% das terras e consomem 80% de toda a energia, além de dispor de todo o luxo; e, somente 1% das famílias tem nível universitário. A água, o ar e o clima estão piorando.
    A camada protetora de ozônio está sendo destruída, vivemos um aquecimento global não observado nos últimos 150.000 anos, destroe-se meio hectare de floresta por segundo, espécies são extintas, há a ameaça nuclear. É um crime contra a Criação!
    Um protocolo foi assumido: estabelecer uma ordem moral e ética para o desenvolvimento de uma política responsável: reduzir os estoques de armas nucleares, interromper a fabricação de gazes que destroem a camada de ozônio, uso mais eficiente de combustíveis fósseis e desenvolvimento de combustíveis não fósseis, e contenção do crescimento populacional voluntário. E como cumprir isso? Fácil, destinar parte dos gastos militares em pesquisa. Só precisa de “vontade política” que pode ser provida pela pressão das religiões.
    As religiões têm uma força poderosa em influenciar na conduta e atitude das pessoas e estão assumindo a considerar sagrado o nosso lar planetário e ser uma violação a destruição do meio ambiente. Podem-se ter idéias diferentes sobre a origem do universo, da Terra e dos seres vivo, porém todos concordam que os recursos da Terra pertencem aos nossos descendentes e não temos o direito de destruí-la. Só precisamos trabalhar juntos neste mesmo objetivo