www.catanduvaemdia.com domingo, 23 de novembro de de 2.003
Ciência

Mário Eugênio Saturno

Pesquisador Tecnologista do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), Pesquisador convidado da NASA (National Aeronautics and Space Administration) para o projeto AQUA, Professor da FAFICA, coordenador diocesano das Congregações Marianas.
Email: saturno@dss.inpe.br.

As Forças INCULTAS de Catanduva não mandam nesse jornal,
aqui você lê Saturno SEM CENSURA.

Leia Um supervulcão extinguirá a humanidade, logo abaixo


(23/11 17:00) Dicas: conserte lâmpadas queimadas

    Já que o domingão está brabo, vai uma dica. A lâmpada queimou? Observe que o filamento quebrou em vários lugares. Se foi só em um, verifique se mexendo a lâmpada não se consegue unir o filamento. Se for possível, use um plugue com fio solto que se liga nas tomadas, mexa até juntar, a lâmpada vai acender. Deixe alguns minutos para soldar. Retire com cuidado e coloque em uso. Em geral dura muito...


Um supervulcão extinguirá a humanidade

    Os vulcões sempre assombraram a humanidade, porém agora os cientistas estão estudando algo muito mais assustador, os supervulcões, mil vezes maiores e mais destrutivos. E, antes de ser um evento do passado, é um acontecimento comum, responsável por alterações no clima e extinções em massa.
    Os vulcões formam-se pelo acúmulo de magma (rocha derretida) que irrompe para a superfície. A força do fenômeno dá a forma cônica. Há mais de mil vulcões em atividade no mundo e cerca de cinqüenta entram em erupção todo ano
    Já nos supervulcões, o magma não chega a superfície, fica acumulado em uma câmara magmática acumulando sua carga mortal por milhares de anos até explodir. O último supervulcão a explodir foi o Toba, na Sumatra, 74.000 anos atrás. O efeito no planeta foi devastador. Não se conhecia nenhum.
    Porém algo foi descoberto, em 1965, no Parque de Yellowstone (o do Zé Colméia), o pesquisador Robert Christiansen observou no parque cinza compactada. Acreditava que o parque era um supervulcão, porém o pesquisador não o encontrou.
    A NASA estava testando um novo tipo de câmara e escolheram o parque. O pesquisador teve acesso às imagens e descobriu algo fascinante, o supervulcão era imenso, quase do tamanho do parque, medindo 70 Km x 30 Km.
    O pesquisador descobriu que o supervulcão de Yellowstone teve três erupções (três camadas de cinzas), a primeira ocorreu há cerca de dois milhões de anos, a segunda, há um milhão e duzentos mil anos e a mais recente há apenas 600 mil anos. Os pesquisadores estabeleceram um ciclo de 600 mil anos. Ficaram aterrorizados com a possibilidade iminente de uma explosão, se o vulcão estivesse ativo. Porém não havia atividades sísmicas, o vulcão parecia extinto. Parecia!
    Em 1976, o pesquisador Robert Smith estava estudando o Parque de Yellowstone quando testemunhou que as águas do lago estavam inundando as árvores do lado sul. Solicitou uma medição e comparou com a que foi feita em 1923. Descobriram que o centro do parque havia se elevado 70 cm. O vulcão estava vivo! E o centro do parque continua a subir 2,5 cm por ano.
    Um grande temor os levou a espalhar 22 sismógrafos pelo parque. Esses aparelhos registram os tremores de terra. Como os tremores movem-se mais lentos no magma, a análise dos dados revelou o tamanho da câmara magmática, media 70 km de extensão por 30 km de largura e 10 km de altura e estava localizado há apenas 8 km da superfície. Uma enorme bomba, preste a explodir a qualquer momento.


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