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Brinquedos perigosos
Com a proximidade do Dia das Crianças, cabe refletir sobre os brinquedos que presenteamos as nossas crianças. Muitos desses brinquedos são extremamente perigosos, é o que se pode chamar de brinquedo assassino. Enquanto que nos países do primeiro mundo há uma preocupação, por aqui... E por lá, as prateleiras estão repletas de brinquedos perigosos. Assim, não se deve ter como seguro um brinquedo na prateleira da loja.
Os carrinhos de brinquedo são um bom exemplo, as rodas são arrancadas facilmente e são pequenas o suficiente para serem engolidas pelos bebês.
Somente nos Estados Unidos da América, catorze crianças morreram no ano passado por ferimentos causados por brinquedos. Parece pouco, mas uma delas pode ser a sua criança, por que arriscar? Porém, por lá as normas de segurança estão fazendo o número de acidentes diminuir. Algumas das medidas são apenas estampar avisos sobre os perigos e a idade imprópria. E isso salva vidas.
Entre os brinquedos perigosos estão os de montar, de joalheria, borrachas com formatos diversos, réplicas de carros, caminhões e outros veículos, dinheiro, bolas coloridas, blocos e balões.
A Comissão dos Consumidores para a Segurança dos Produtos, dos Estados Unidos, denuncia os fabricantes de brinquedos por utilizarem as falhas das leis. Assim, brinquedos considerados apropriados para crianças com menos de três anos, são identificados incorretamente como próprios para três anos ou mais. É o caso do chocalho e similares, que em seu interior, possui pequenas bolas.
Os balões, em diversos formatos e cores, são muito atraentes para as crianças pequenas. É um bom mercado para os fabricantes, não para as crianças, vítimas potenciais. O alerta aos pais não para aí, muitos desse tipo de brinquedo contém substâncias químicas tóxicas, como os ftalatos. Provocam danos nos rins e no fígado. Pelos perigos que apresentam para as crianças menores que três anos, alguns países da Europa proibiram seu uso.
Os ftalatos são adicionados aos plásticos para torná-los mais leves. E se você está assustado por isso, saiba que muitas chupetas contêm até 40% dessa substância prejudicial. Parece brincadeira, se não fosse pela vida e saúde de nossas crianças.
Uma outra organização, a WATCH, World Against Toys Causing Harm (mantive o inglês por motivos óbvios, para quem não sabe: o Mundo Contra os Brinquedos que Causam Danos e watch significa vigilância), não é um jogo de palavras muito criativo, todavia eles fazem um bom trabalho. Criaram a lista dos dez piores brinquedos à venda para alertar os pais.
Na lista dos piores está o teletubbies Dipzy, aquele chifre enorme é perigoso por causar ferimentos. Assim como o Tarzam equipado com uma rígida e grande faca. Brinquedos como esse causam cerca de 150 mil acidentes graves, o suficiente para que as crianças sejam conduzidas às salas de emergência nos Estados Unidos. E por aqui?
Para completar, seguem as dicas da Academia Americana de Pediatria. Pense grande ao escolher brinquedos, assegure-se que todas as partes sejam maiores que a boca do bebê. Evite brinquedos que lançam pequenos objetos no ar, eles machucam os olhos. Brinquedos barulhentos nem pensar (Graças a Deus!). Observe se alguma parte não possa vir a engasgar. Cuidado com plástico fino ou materiais que possam quebrar facilmente, formando pontas cortantes. Verifique se é não-tóxico. Olhe cordões, podem provocar estrangulamento.
Um brinquedo é importante para o seu filho, porém mais importante é a sua presença, o seu amor, sua compreensão, seus exemplos diários, sua prática religiosa. Sem tudo isso, brinquedos são inúteis. E datas como o Natal apenas datas comerciais. Não é melhor que seja comemorativa de uma transcendência que nos una?
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