www.catanduvaemdia.com domingo, 11 de maio de 2.003
Ciência

Mário Eugênio Saturno

Pesquisador Tecnologista do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), Pesquisador convidado da NASA (National Aeronautics and Space Administration) para o projeto AQUA, Professor da FAFICA, coordenador diocesano das Congregações Marianas.
Email: saturno@dss.inpe.br.

As Forças INCULTAS de Catanduva não mandam nesse jornal,
aqui você lê Saturno SEM CENSURA.

Marco Maciel

    Ai caramba, assim eu explodo!


A ciência das mães religiosas

    Vimos que a prática religiosa de jovens faz com que eles tenham uma vida mais saudável do que aqueles que não têm uma crença e uma prática religiosas, são menos propensos a beber, dirigir perigosamente, fumar, consumir drogas, portar armas ou entrar em brigas. Também são mais dispostos a usar o cinto de segurança, comer saudavelmente, exercitar-se regularmente e dormir bem. Religião faz bem para a saúde!
    Agora é a vez da religiosidade das mães ser analisada. Uma pesquisa mostrou que a religião tem grande influência no relacionamento mãe-filhos. Ou seja, as mães que fazem da religião uma parte importante de suas vidas têm um relacionamento melhor com seus filhos adultos.
    Estes resultados surpreendentes foram verificados pelos pesquisadores da Universidade de Michigan durante os últimos 23 anos. Os pesquisadores viram também que as mães que participam razoavelmente de uma religião ou mesmo até não participem relatam ter um bom relacionamento com seus filhos, só que a recíproca não acontece, ou seja, seus filhos relatam ter um relacionamento fraco com suas mães.
    Os filhos foram entrevistados duas vezes, quando completaram 18 anos e, depois, ao completarem 23. Todas a mães eram casadas quando iniciou a pesquisa. Dessas, 54% declararam ser Católicas, 30% Protestantes não-conservadoras, 11% Protestantes conservadoras, 5% de outras religiões.
    A pesquisa avaliou uma série de fatores sobre a qualidade do relacionamento emocional. Entre eles, se a opinião da mãe era importante, se a mãe o aceitava e o compreendia, se havia liberdade para criticar, se faziam alguma coisa juntos.
    Para confirmar a influência da religião, os pesquisadores controlaram uma variedade de fatores sociais e demográficos, como idade, tamanho da família, educação e renda dos pais, qualidade do relacionamento do casal. Independente desses fatores, a religião influencia a qualidade do relacionamento. E quanto maior a participação religiosa maior o relacionamento. E quanto antes começa, melhor! Na adolescência, haja oração!
    Novamente, valem os conselhos do artigo anterior, pois só depende da ação da mãe. Quer ter um relacionamento cheio de amor e confiança? Basta participar da igreja! Rezar em família, reabilitar o velho Terço. Participar de um movimento...
    É... Mais uma vez a ciência vem comprovar o que já sabíamos: se Deus é por vós, quem será contra (Rom 8,31)? E, ainda, o que o homem plantar, isso colherá (Gal 6,7). Parece incrível que só dependa de você, de suas ações no presente para ter um futuro melhor. Pode ser difícil na juventude mas fácil na velhice, pior é o contrário! Ou seja, se você se esforçar quando seus filhos são crianças, você descansará quando eles forem mais velhos; mas se você for preguiçoso na infância de seus filhos, com certeza, você terá decepções e muito trabalho o resto da vida quando eles ficarem mais velhos.
    Estas são lições que podem ser resumidas em apenas um conselho: quanto mais religioso você for, maiores serão as suas bênçãos. Pois, Deus sabe olhar pelos seus. Se você ainda tem filhos pequenos, ainda é tempo de agir. Senão só lhe resta lamentar! De preferência na Igreja, quem sabe, pela sua fé, Deus se apiede de suas tristezas...