www.catanduvaemdia.com Domingo, 09 de maio de 2.002
Ciência

Mário Eugênio Saturno

Pesquisador Tecnologista do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), Pesquisador convidado da NASA (National Aeronautics and Space Administration), Professor da FAFICA, coordenador diocesano das Congregações Marianas.
Email: saturno@dss.inpe.br.

As Forças INCULTAS de Catanduva não mandam nesse jornal,
aqui você lê Saturno SEM CENSURA.

Problemas sexuais

    O sexo é uma grande fonte de prazer! Também pode causar um significante estresse no casal. Mesmo entre aqueles que têm e uma vida sexual completa ficam preocupados com seu desempenho. Principalmente quando vêm a saber sobre o desempenho alheio. E a verdade é que cada casal tem suas peculiaridades, não devendo ser motivo para generalizações.
    Os problemas sexuais podem ser detectados quando, em um dos cônjuges, as atividades sexuais não produzem sentimentos de prazer, excitação, satisfação e relaxamento, ou produzem sentimentos de pressão, culpa ou um senso de obrigação. Se o problema foi detectado, cabe ao casal conversar sinceramente sobre o assunto. Se não se entenderem em um prazo curto, devem procurar ajuda profissional.
    Não se pode classificar o sexo, porém algumas práticas não são saudáveis, entre elas quando envolve o uso intenso e recorrente de fantasias ou comportamentos envolvendo objetos não-humanos, sofrimento, humilhação, estupro, ou crianças. Quem se enquadra nessas características deve procurar um médico imediatamente. A infidelidade também é um grande gerador de estresse, além de abrir uma porta para as doenças sexualmente transmissíveis. CuidAIDS! A mancada é sua, o risco é da família toda.
    Identificar sintomas é fácil, descobrir a origem nem sempre. Tomar aspirina para combater a dor de cabeça não cura um câncer, a origem da dor. É preciso estar atento, no geral, as doenças são curáveis no início.
    Segundo os psicólogos, para uma vida sexual satisfatória é preciso que se tenha um sentimento de auto-confiança, estar livre de ansiedades, ter estímulo físico e mental e habilidade para prestar atenção nos pensamentos e comportamentos sexuais. A ausência rotineira de uma dessas condições pode tornar-se um problema duradouro.
    A auto-confiança inclui a crença de que o cônjuge esteja apto a desempenhar as funções sexuais, de que o outro cônjuge o ache atraente e que tenha boas intenções. Se essas crenças forem abaladas, a confiança é minada.
    Qualquer tipo de ansiedade pode levar ao fracasso sexual. E uma ansiedade bastante comum entre os casais é gerada por eles próprios, principalmente o medo gerado pela expectativa do desempenho que o outro possa ter. Esse tipo de ansiedade gera um círculo vicioso difícil de ser quebrado.
    Em geral, para ficar excitado é necessária a estimulação de um parceiro amado e atrativo combinado com o devido estímulo físico. Com a idade, torna-se necessário um estímulo físico mais direto. A idade é triste, é triste...
    Se você pensa que os problemas sexuais já acabaram, ainda tem mais. Snif! Snif! O desinteresse sexual ataca um terço de todas as mulheres, independente de idade. É a maior reclamação delas. E para as mulheres que sofreram perda salarial de 20% ou mais nos últimos quatro anos, o número dobra. Os homens também são vítimas do desinteresse, atinge cerca de 15%. Outros tipos de disfunção, na mulher, incluem problemas com a lubrificação e a capacidade para atingir o clímax.
    Mas, o que atormenta de verdade os homens é a ejaculação precoce. É a reclamação mais comum, atinge quase 30% dos homens (são os que admitem, né?). Aliás, esconder e suportar os problemas não é um sinal de macheza, mas de burrice! Esses homens acreditam atingir o clímax muito cedo e que esse problema persiste. De qualquer forma, é a única reclamação que não está associada com uma baixa qualidade de vida. Talvez a solução esteja na persistência, quanto mais se treina melhor fica. He! He! He! Porém, sem o auxílio e compreensão da companheira...
    Quem pensa que sofre de depressão fique atento. A libido e um pouco de depressão estão associadas, eliminar toda depressão significa acabar com a libido também. Isso significa que o Prozac não tem como efeito colateral acabar com o desejo sexual mas sim a ausência de depressão. Talvez seja por isso que aquelas religiões repletas de sorridentes figuras estejam entre as que têm uma menor atividade sexual e os católicos (com as constantes e humilhantes "mea culpa") sejam os mais ativos juntamente com os judeus (vou sugerir aos pesquisadores que em futuras pesquisas sexuais separem os católicos por movimentos).
    Diante de tantos problemas, talvez seja por isso que as pesquisas mostrem uma vida sexual mais ativa entre os casados. É provável que o amor, expresso na compreensão e doação, seja fundamental para uma vida sexual engrandecedora da mais intensa expressão humana. Que cada um reflita bem e pense no que faz.