|
O Ministério da Ciência e Tecnologia e a Administração Nacional de Aeronáutica e do Espaço dos Estados Unidos (NASA) realizarão diversos programas tecnológicos sofisticadas. Pela primeira vez, um acordo entre os dois países foi assinado simultaneamente em Brasília e em Washington. Os novos programas terão reflexos importantes nos campos cientifico e econômico e aumentarão a cooperação entre os dois países em várias áreas de pesquisa.
Os projetos incluem temas como o rastreamento no espaço profundo, hidrologia e chuvas, detecção por satélite de focos de incêndio e estudos sobre ciências da vida no espaço. O Brasil, hoje, tem o maior programa de detecção de fogo via satélite do mundo.
São oito programas. O Rastreamento no Espaço Profundo prevê a instalação de uma estação de rastreamento que vai permitir o acesso à tecnologia de ponta no setor e a cooperação científica nos estudos espaciais. Não existe estação de rastreamento deste tipo na América do Sul.
A pesquisa sobre Hidrologia e Precipitação fará os estudos do ciclo hidrológico são importantes em nossa região e se beneficiam cada vez mais com o uso de técnicas espaciais. Os estudos nessa área serão relevantes, principalmente, para Amazônia e Nordeste.
Os Estudos de Pesquisa em Ciências Atmosféricas e Espaciais com Uso de Balões e Foguetes de Sondagem vai permitir um maior uso internacional dos foguetes de sondagem fabricados no Brasil. Muito bom para nossa indústria
“Vivendo com uma Estrela”: este é o título de um programa de pesquisa sobre física solar. Os estudos são relevantes para a previsão de tempestades solares que afetam as telecomunicações de ondas curtas e as por meio de satélites.
Ainda será realizado o mapeamento hiperespectral de arrecifes de coral e fluxos na margem Continental. As técnicas hiperespectrais no sensoriamento remoto vêm abrindo novas perspectivas no estudo de camadas não
|
muito profundas do mar, com aplicações em arrecifes de coral e águas pouco profundas da margem continental.
O Brasil deve começar a pensar em auxiliar na concepção e implementação da Medição Global da Precipitação. O Brasil vai participar também de um grupo de trabalho que supervisiona e orienta todo o programa de ciências da vida no espaço.
A parceria já existente com a Nasa e executados pelo INPE já ocorre em três programas: O Experimento de Grande Escala na Biosfera-Atmosfera na Amazônia (que estuda a emissão de gás carbônico da Amazônia); A Estação Espacial Internacional (ISS) e o Sensor de Umidade do Brasil (HSB).
Estação Espacial Internacional é um projeto espacial, com orçamento total previsto de US$ 60 bilhões, fruto de uma parceria de 16 países e inaugura uma nova era científico-tecnológica da exploração do espaço pelo homem.
O Sensor de Umidade do Brasil (HSB) é um instrumento, avaliado em US$ 11,5 milhões, da Missão Aqua que é parte do programa de Observação da Terra, da Nasa (EOS, em inglês, Earth Observing System) que fornecerá dados e imagens, levando a bordo uma carga útil composta por seis instrumentos: quatro americanos, um japonês e o brasileiro HSB. A finalidade será obter perfis de umidade que poderão ser utilizados em previsões climáticas. Para o Aqua, fui honrado como o convite da NASA para desenvolver um sistema de teste em Los Angeles, em maio último.
Uma vez em órbita, o Brasil terá acesso aos dados enviados pelo satélite Aqua pela estação de recepção localizada em Cuiabá. Os dados serão processados em Cachoeira Paulista (SP) e, em seguida, disponibilizados para os usuários. O lançamento que será realizado a partir da base de Vandemberg (Califórnia, Estados Unidos).
É uma vitória brasileira, mostrando que aqui também temos excelências em competência, embora nem todos os brasileiros acreditem nesta Nação Brasilis.
|