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Desafio aos alunos da FAFICA
Como tenho ensinado a vocês, meus alunos, se ouvirem uma hora por dia de inglês, de um curso ou noticiário, ou filme, em seis meses estarão com os ouvidos treinados e falando o básico. Pois bem, desafio-os a começarem agora para vermos o resultado em dezembro.
De minha parte, comecei, dia 6 de agosto, a estudar japonês. Japonês não tem a menor semelhança com as línguas greco-latinas, exceto pelas palavras arigatô e tempurá, que são portuguesas incorporadas no japonês desde o século XVI.
Como já disse, e vou demonstrar neste espaço, nós sabemos muito do grego e nem imaginamos.
Os que toparem o desafio, aberto a quem quiser além dos alunos, mande-me um email para comprovarmos quantos deverão entender e falar o básico. Os descendentes de japoneses podem se preparar pois já sei cumprimentar...
SSR-1
Depois de oito meses trabalhando mais de 10 horas por dia, encerramos a especificação do Primeiro Satélite de Sensoriamento Remoto Brasileiro, que será o maior satélite já construído e fará fotos precisas da região amazônica. Foi uma grande experiência, escreverei sobre o assunto breve!
Diretamente de minha sala multimídia, de férias em Catanduva
Como já expliquei em outra oportunidade, fui promovido para o Grupo de Sistemas Espaciais (Gerência) do INPE e estou trabalhando na especificação do computador de bordo do Satélite de Sensoriamento Remoto, que será o maior, mais complexo e mais caro satélite feito pelo Brasil. Com este satélite teremos um grande salto na qualidade de imagens por satélite e estudos climáticos e ecológicos (Amazônia). Porém, hoje, vamos voltar a ativa. Os curiosos que não viram ainda meu trabalho na NASA poderão ver lá em baixo.
O mito da caverna
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A mentira realmente tem perna curta. E aquele dito que não se pode enganar a todos o tempo todo expressa a maior verdade aos mentirosos. De fato, quando se vive em uma cidade do tamanho da nossa, não precisa ser famoso para ser identificado.
Em uma fila do banco pude ouvir o pai de uma conhecida (mais pela sua paranóia) personagem política discorrer sobre a compra que sua “importante” filha havia feito: um bar de R$ 15.000,00 e, o que é pior, estava instalando na casa que comprou em Rio Preto. Acho que assim que se “aposentar” tal figurinha pretende mudar-se de Catanduva. É isso aí, ganha-se aqui, gasta-se em lá!
Fiquei pensando que se há coisas erradas na política local, que seja moral e não ilegal, a culpa é de cada cidadão, principalmente os mais graduados pela educação formal. Porque uma coisa é certa, as artimanhas que os imorais se utilizam para enganar, sonegar e roubar são tão bem elaboradas que poucos têm o conhecimento e a inteligência desenvolvida para ver a realidade. Dura realidade! É o preço.
Não se pode deixar de lembrar a parábola de Platão, mais conhecida como o Mito da Caverna (A República, Livro VII). Nessa alegoria, Platão compara o estado da alma quando tem educação e quando não a tem. Imagina uma caverna subterrânea com uma grande entrada aberta para a luz e uns homens que estão lá dentro desde pequenos, amarrados pelas pernas e pelo pescoço de tal forma que tenham que permanecer imóveis e olhar somente para a frente. Às suas costas, existe um corredor por onde passam pessoas carregando objetos, conversando ou em silêncio.
O que os prisioneiros vêem são as sombras projetadas na parede da caverna. Para eles, a verdade, literalmente, nada mais seria do que as sombras dos objetos. Não seriam prisioneiros comuns, seriam pessoas privadas da realidade que todo o resto conhecia. Assim compara Platão, todos nós vivemos alheios à realidade, vivemos em uma caverna mal iluminada pela luz da inteligência e do conhecimento e só se vê sombras da ignorância e do preconceito.
E o que aconteceria ao prisioneiro daquela realidade de sombras se escapasse de suas amarras e deixasse a caverna das ilusões? Ao caminhar para a luz, por estar acostumado à escuridão, sua vista ficará ofuscada e com
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dores. Ao ver os objetos reais, não identificará de pronto às sombras que via. Com o tempo, acostumaria seus olhos à luz e passaria a ver a real forma dos objetos que conhecia apenas pela sombra.
O nosso prisioneiro considerar-se-ia afortunado por conhecer a realidade dos objetos e seres que conhecia apenas pelas sombras e sentiria profundo pesar por aqueles seus companheiros que permaneceram na caverna.
Se fosse obrigado a voltar, certamente, demoraria a adaptar-se àquela realidade. Seus antigos companheiros não entenderiam sobre as incríveis descrições do mundo real. Julgariam-no um louco. E creriam que ir para fora da caverna seria uma grande insanidade.
Para Platão, a caverna-prisão é o mundo que das coisas visíveis que conhecemos. A saída da caverna é equivalente a ascender ao mundo inteligível, ao mundo das idéias. Uma vez no mundo inteligível, a última coisa que se percebe é a idéia do bem e isso com grande esforço, mas uma vez percebida, é fácil concluir que é a causa de todas as coisas retas e belas, e é geradora da luz do mundo visível e fonte imediata da verdade e do conhecimento no inteligível
Quem só se desenvolve no plano sensorial, está condenado a viver como escravo dos sentidos. Quem só se desenvolve no plano inteligível desliga-se da existência da vida. O ideal é desenvolver os dois planos e ficar com o que é bom de cada um.
Platão nos mostra a importância de educar-se e desenvolver-se, para viver bem consigo e com os outros. E a luz que ilumina é o Bem! Saber o que é o bem, fazer o bem e receber integralmente o bem. Seja entre cidadãos, trabalhadores e, principalmente, familiares. Não se ama o que não se conhece e o tempo dedicado à conversa está reduzido a quase nada.
Se vamos construir uma sociedade sem mentiras, sem corrupção, sem demagogia, sem nepotismo ou falsa democracia, então é preciso que todos aqueles que estão aptos à enxergar a verdadeira realidade devem retornar à caverna e libertar todos os demais que são incapazes de diferenciar entre um déspota e um democrata, custe o que custar. Se você fizer a sua parte, construiremos um lugar melhor.
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