www.catanduvaemdia.com Domingo, 27 de maio de 2.001
Ciência

Mário Eugênio Saturno

* Pesquisador Tecnologista do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), Professor da FAFICA, coordenador diocesano das Congregações Marianas.
Email: saturno@dss.inpe.br.

As Forças INCULTAS de Catanduva não mandam nesse jornal,
aqui você lê Saturno SEM CENSURA.

    Se você gostou deste site, avise os amigos e comunique-nos no que podemos melhorar, queremos melhorar nossa comunidade, participe de alguma forma. Grato!


Galeria de fotos
Diário de Bordo

    Quando se descobre algo bom, não se consegue explicar com palavras e traduzir o sentimento. Baseado na experiência de minha viagem anterior, não farei uma apologia à Califórnia somente com palavras, mas tentarei mostrar algumas imagens que possam ilustrar o que precisamos melhorar no Brasil.

    Este é o carro que aluguei ao chegar no Aeroporto Internacional de Los Angeles, é um Dodge, um doginho que, pode não parecer, mas é o mais barato. É um carro compacto, deve custar em torno de US$ 8.000,00, tem câmbio automático, direção hidráulica, ar condicionado frio e quente e outras "frescurites".

    Esta é a Igreja de São José onde frequentei a Missa As missas são rezadas em espanhol e inglês. Um fato curioso é que os fiéis bebem o vinho do cálice do padre. Não me pareceu um hábito muito saudável, mas como quem entra na chuva é para se molhar...

    Esta é a TRW onde o Satélite AQUA está sendo testado

    Este é o prédio M2 da TRW onde fica o escritório do INPE e dos respónsáveis pelos outros instrumentos.

    Olha eu aí fazendo pose no escritório do INPE.

    Este é o HSB, instrumento que o Brasil forneceu para o satélite AQUA, a um custo de US$ 12 milhões

    Este é o satélite AQUA, de US$ 1 bilhão (dá para imaginar?). Não, não dá! Ficar ao lado dele é indescritível, sorry! Nesta fase de testes, o satélite fica na TRW. Depois segue para a Base da Aeronáutica Vanderberg, próximo a Santa Barbara, onde será montado em um foguete Delta.

    Esta é a equipe que tem acompanhado o HSB desde o início, Vicente Damasceno e Ivan Tosetto

    O pessoal da TRW tem bom senso de humor. Ao tirar a foto para o crachá, o funcionário coloca sobre a máquina fotográfica um bug (grilo) sorridente, é impossível ficar sério. As normas de segurança são muito rígidas. Meu crachá magnético só abre a porta do prédio onde fica o nosso escritório (do INPE) e mesmo assim, para entrar no escritório, após caminhar por corredores (parece um labirinto) temos que digitar senha na porta, igual nos filmes. E para entrar na sala de controle, próximo ao satélite, somente escoltado por um segurança armado. Fotos, nem pensar.

    Este é um restaurante brasileiro. Como sempre, comer não é problema para mim. Temos muita variedade de comida, porém evitei as muito exóticas, tinho muito pouco tempo e não quiz arriscar a ficar doente.

    Apesar das dificuldades o mais dificil foi concluido.

    Na segunda-feira, instalamos o sistema e, claro, não funcionou. Como não havia um manual de como configurar a rede, tivemos problemas para estabelecer qual a configuração correta.

    Na terça-feira, chamaram o expert da rede, Scott Gobe, que nos orientou a configurar a rede da TRW. Porém o software não funcionou, claro! Não tinha idéia da solução mas já tinha idéia do problema, até dormi tranqüilo à noite.

    Como a Spec não informava como funcionava a comunicação e o que foi informado não estava correto, verifiquei como deveria funcionar e implementei.

    Na quarta-feira, executamos o programa durante alguns momentos que disponibilizavam o equipamento (SDDU) para nós. O software começou a funcionar bem (ufa!).

    Utilizamos o laptop com o software no teste real do satélite simulando falhas (SCIF) que fizeram.

    Algumas melhorias foram solicitadas (sempre que vêem o que se pode fazer querem mais), parte corrigidas aqui e outras serão no Brasil.

    Sucesso é assim: chance e preparo.